Amizade e
música. Duas forças capazes de transformar o mundo. Quando reunidas, são
imbatíveis e podem gerar belezas como Os Paralamas do Sucesso, uma das mais
importantes bandas brasileiras de todos os tempos, que se mantêm há mais de 40
anos tendo como base esses dois pilares fundamentais. Em homenagem a essa
trajetória, nasce ‘VITAL, o musical dos
Paralamas’, um espetáculo que é também uma ode à amizade de Herbert Vianna,
Bi Ribeiro e João Barone, o trio que permanece à frente da banda nessas quatro
décadas. O musical,
que estreou no Rio de Janeiro, desembarca em Porto Alegre e depois Brasília,
onde os integrantes de banda se conheceram, e marca, ainda, o retorno de
grandes apresentações no Teatro Nacional, que passou quase uma década fechado
para reforma. Serão quatro sessões na capital federal, de 28 a 30 de março, de
sexta a domingo, e os ingressos já estão à venda pelo Sympla.
Idealizado
pelo produtor Gustavo Nunes
(Turbilhão de Ideias) e por Marcelo
Pires (escritor e diretor da Ideia da Silva), o musical tem direção
artística de Pedro Brício, texto de Patrícia Andrade, direção musical e
arranjos de Daniel Rocha e o projeto
é produzido através da Lei de incentivo à Cultura, apresentado por Ministério da Cultura e Caixa Vida e Previdência. Além das apresentações na Martins Pena, a produção de
Vital fará um bate-papo, aberto ao público, no dia 26 de março às 18h, no
auditório da Caixa Cultural Brasília. Gustavo Nunes, idealizador do projeto, e
os atores Rodrigo Salva, Gabriel Manita e Franco Kuster vão falar sobre o
processo criativo de construção do musical, com uma "palhinha
musical" no final do encontro.
As inscrições podem ser feitas no site
https://www.caixacultural.gov.br/Paginas/Programacao.aspx?idEvento=2797
‘VITAL, o
musical dos Paralamas é ainda uma homenagem à relação do trio com José Fortes,
empresário deles desde o início e uma espécie de quarto Paralama. “Esta é uma história sobre amizade, sobre a longevidade
de uma banda que começa quando os integrantes eram adolescentes e está aí até
hoje. E também sobre memória, seja ela afetiva ou seletiva, que toca a cada um
de diferentes formas. É um espetáculo essencialmente emocional”, explica
Patrícia Andrade. “A gente acompanha essa jornada musical e afetiva de quatro
amigos e as transformações não só artísticas, mas também na vida de cada um e
como isso influencia na criação deles”, acrescenta Pedro Brício.
Os Paralamas serão interpretados
por: Rodrigo Salva (Herbert Vianna),
Franco Kuster (João Barone) e Gabriel Manita (Bi Ribeiro). Nando Motta é alternante no papel de
Herbert Vianna. Já Hamilton Dias
viverá o empresário José Fortes. O elenco é composto ainda por: Barbara Ferr, Herberth Vital, Maria
Vitória Rodrigues, Ivanna Domenyco, Pedro Balu e
Rodrigo Vechi. Todos foram
selecionados através de audições, que teve mais de 600 candidatos, vindos de
vários lugares do país.
“O espetáculo conta com o aval
da banda, que está acompanhando desde a ideia inicial, passando pela criação do
texto e a seleção do elenco principal. Levar aos palcos um espetáculo com esse
teor, é, sobretudo, valorizar a nossa memória cultural. Optamos por focar em
conteúdo brasileiro, valorizar nossas raízes, ao invés de encenar musicais
estrangeiros”, sinaliza Gustavo Nunes.
O espetáculo está concorrendo a
um dos principais prêmios do mercado , com 4 indicações ao Prêmio
APTR: Cenografia para André Cortez, Figurino para Karen Brusttolin , Música
para Daniel Rocha e Melhor Produção em Teatro Musical para Turbilhão de Ideias
e uma Indicação ao Prêmio Shell de Teatro na categoria Melhor Cenário para
André Cortez.
A
montagem
O musical passeia pelas quatro
décadas da banda, mostrando desde os primórdios, a amizade entre os
integrantes, que se
conheceram em Brasília, os primeiros shows amadores, a
primeira apresentação no Circo Voador (abrindo um show do Lulu Santos), a
participação na 1ª edição do Rock in Rio, que ajudou a catapultar o sucesso da
banda. Passa pelo estouro nacional, por grandes momentos vividos pelos
Paralamas, mas também traz instantes importantes da vida do trio, como o
acidente sofrido por Herbert Vianna, em 2001.
"A música tem o poder de
transformar, unir e inspirar, assim como a amizade verdadeira. Patrocinar
‘VITAL, o musical dos Paralamas' é mais do que uma homenagem a uma das maiores
bandas do Brasil, é também um tributo à longevidade de uma amizade que se
mantém forte por mais de quatro décadas. Para a CAIXA Vida e Previdência,
apoiar iniciativas como essa, que celebram nossa cultura e nosso legado, é
reafirmar o compromisso com a valorização do que é genuinamente brasileiro e
com o futuro das gerações que crescerão conhecendo essa história", comenta
Elena Korpusenko, Superintendente de Marketing da CAIXA Vida e Previdência.
Patrícia Andrade criou um fluxo
narrativo não cronológico, com idas e vindas constantes. “Os tempos se
intercalam de acordo com a memória, que guia a história. Presente e passado se
misturam o tempo todo”, explica a autora. Ela, o diretor Pedro Brício e a
equipe trocaram muitas ideias, mesmo após o início dos ensaios, e algumas cenas
e canções foram sendo incorporadas à versão final. Pedro afirma que o musical traz também a
perspectiva narrativa da memória do Herbert, sobretudo no hospital, então
algumas passagens deixam no ar se são de fato lembranças ou delírios.
O espetáculo tem uma narração
coletiva, é contado sob a perspectiva de vários personagens. “Não tem ar
nostálgico, mas a memória sempre traz um momento dramático, ela é uma
importante perspectiva para contar essa história”, explica Pedro, que
acrescenta: “a peça tem ainda essa afirmação da força do Herbert, da
recuperação dele, da fé dele na vida e nessa recuperação extraordinária que ele
teve, voltando a tocar. Então, é também um espetáculo sobre fé, recuperação,
resiliência e sobre acreditar no futuro”.
A composição dos atores não
busca imitar ou copiar os personagens reais. “Como a gente está fazendo um
espetáculo biográfico de pessoas que estão vivas, que estão aí, nosso objetivo
na construção dos personagens não foi mimetizar o Herbert, o Bi, o Barone e o
Zé, mas trazer a energia deles, quase como se eles fossem arquétipos”, explica.
A ficha técnica do musical traz
ainda grandes nomes como André Cortez (cenografia), Karen Brusttolin (figurinos),
Paulo Cesar Medeiros (iluminação), Marcia Rubin (coreografia), João Paulo
Pereira (designer de som) e Beto Carramanhos (visagismo).
A cenografia concebida por André
Cortez traz plataformas que compõem vários quadros em perspectiva, que dão a
possibilidade de múltiplos planos de cena, vários cenários e locações ao mesmo
tempo. É um cenário abstrato, mas que permite uma multiplicidade de espaços.
“Esse cenário tem uma dinâmica muito grande. O espetáculo tem essa pegada
vibrante e segue também um pouco o estilo cinematográfico da Patrícia. Tem uma
coexistência de diferentes planos de tempo e espaço. É uma possibilidade teatral que estamos
explorando muito”, revela.
Os figurinos de Karen Brusttolin traçam um painel de todas as épocas pelos quais os Paralamas
passaram, sobretudo os anos 80, 90 e 2000. Porém, como os tempos cronológicos
se intercalam, eles não necessariamente representam o período exato no qual o
fato aconteceu, eles se misturam nas diferentes épocas. Os figurinos se atêm
mais aos fatos emocionais e à narrativa, do que à cronologia.
A
música
Pensar em Paralamas é falar de
música e, como não poderia deixar de ser, a obra monumental dessa banda é uma
estrela do espetáculo, que faz um passeio pelos grandes clássicos e também
apresenta canções menos conhecidas, sempre a serviço da dramaturgia. O roteiro
traz pérolas como ‘Lanterna dos Afogados’, ‘Busca Vida’, ‘Óculos’, ‘Alagados’,
‘Tendo a lua’, ‘Caleidoscópio’, ‘Romance Ideal’ e ‘Meu erro’, entre tantas
outras. Como explica Patrícia Andrade, a construção do texto foi encaixando as
músicas nos momentos em que os personagens estão vivendo, mas também as canções
entram para contar a história, com uma função narrativa.
A
seleção do roteiro foi um processo duro, devido à imensa qualidade da obra dos
Paralamas. “O mais difícil na escolha das músicas foi deixar algumas de fora.
Confesso que foi sofrido. Os Paralamas é uma coming of age story emocional e musical. Fica muito claro o
amadurecimento da banda com o passar dos anos. De dentro para fora”, vibra
Patrícia.
O musical percorre toda a
carreira da banda, sendo um importante documento sobre a própria história do
rock brasileiro, que tem nos Paralamas um dos seus maiores expoentes.
"Contar a trajetória dos Paralamas é narrar a história dos últimos anos do
país e de quem cresceu e amadureceu com a banda", diz Marcelo Pires. “A banda só sobrevive, só está aí há 40 anos
por se renovar e por dialogar com a realidade e com o momento que a gente está
vivendo, tanto musicalmente como nas letras”, acrescenta Pedro Brício.
Lidar com a obra dos Paralamas é
um deleite, mas também um grande desafio para o diretor musical, Daniel Rocha.
Ele criou os arranjos tendo a narrativa do espetáculo como base e se preocupou
em ajudar a contar essa história. O elenco é misto, então, em alguns momentos,
foi preciso buscar tonalidades para harmonizar essas vozes. “Tive a preocupação
de respeitar o material original, porque é uma obra muito importante, uma
referência. Os Paralamas são uma escola, têm uma linguagem que vai muito além
do rock, trouxeram uma identidade real do rock brasileiro. Tem que respeitar
isso, com certeza. Mas os arranjos acabam ficando diferentes. Primeiro, porque
é uma outra formação, além disso é uma outra linguagem, é teatro musical, não é
show”, explica Daniel.
O diretor Pedro Brício afirma
que o musical tem o espírito de um show de rock, mas sem jamais perder de vista
que é um espetáculo teatral. “Ele é muito solar, tem a energia dos Paralamas, a
alegria. A primeira parte tem muito humor também, a leveza da juventude deles.
Mas é também um espetáculo biográfico, a história deles é contada”.
Todos os
atores tocam instrumentos durante o musical, especialmente nas cenas que
recriam apresentações originais dos Paralamas. Eles estarão acompanhados por
uma banda formada por Eveline Garcia (Teclado I e Regência), Anne Amberget
(Teclado II), Rafael Maia (Bateria), Raul D’Oliveira (baixo) e Raul Colombini
(guitarra).
Em alguns números, só o trio de
atores que vive os personagens principais tocam. Em outros, são acompanhados
pela banda. Em certas cenas, todos os atores tocam, como em ‘Alagados’, que
teve um arranjo concebido pelo diretor musical com vários instrumentos de
percussão, como se uma escola de samba encontrasse a obra dos Paralamas. Em
‘Vamos Bater Lata’, todos tocam instrumentos feitos com metais. Isso reafirma a
diversidade rítmica dos Paralamas. “Eles são como um epicentro da cultura da
América Latina. Isso está muito presente nas músicas deles, nos arranjos, nos
timbres de guitarra, nas combinações rítmicas entre o baixo, a guitarra e a
bateria. O próprio conceito de guitarra havaiana e tudo mais foi misturado com
as guitarradas do norte, a sonoridade do Dodô e Osmar”, exalta Daniel.
O diretor musical revela ainda
que, estudando a obra dos Paralamas se debruçou sobre o tamborzão, os ritmos de
matriz africana, o metal que envolve o funk, porque essa fusão sonora é uma das
características musicais mais ricas da banda “O que mais me atrai nos Paralamas
são as pesquisas que eles realizam e as misturas de ritmos que eles conseguiram
fazer de um jeito que é muito orgânico. Hoje em dia, a gente ouve e acha isso
comum, normal, mas eles foram pioneiros, lideraram um movimento brasileiro de música.
Na época, foi muito disruptivo”, enaltece.
Os Paralamas em cena é o Brasil
no que esse país tem de melhor.
PCD
O projeto teve ainda como ponto
primordial acolher no elenco um ator/atriz PCD. “Desde as audições, estivemos
empenhados em abrir essa oportunidade e, felizmente, tivemos a contratação do
ator Herberth Vital. Não poderíamos contar a história dos Paralamas sem abordar
essa temática e isso não poderia ser feito sem termos um PCD no elenco”,
explica Gustavo Nunes, que acrescenta: “além disso, são raros os musicais que
abrem possibilidade para que PCDs venham a integrar a equipe. Hoje, a maior
parte de nossos teatros estão adaptados para receber PCDs na plateia, mas, nós,
produtores, precisamos incluir os PCDs nos palcos”.
Patrícia
Andrade
Patrícia Andrade tem se consagrado como uma das mais importantes
autoras do país, sendo especialista em biografias musicais. No teatro, assinou
os textos de grandes sucessos, como ‘Elis, a musical’, ‘Cássia Eller, o
musical’ e ‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’. Já no cinema,
foi roteirista de ‘2 filhos de Francisco’ e ‘Gonzaga – de pai para filho’.
Marcelo Pires é redator, roteirista, poeta e autor de livros infantis.
Trabalhou por muitos anos nas agências W/Brasil e W/Mccann. Entre as campanhas
que criou estão os musicais da Rider, os ‘Rider Hits’ - campanha da qual,
justamente, Os Paralamas do Sucesso participaram regravando ‘País Tropical’.
Pedro Brício
Pedro Brício assinou a direção de um dos espetáculos mais aclamados do
ano passado, ‘King Kong Fran’. Dirigiu ainda ‘S´imbora, o musical – a história
de Wilson Simonal’ e ‘Comédia Russa’, entre outros.
CAIXA Vida e Previdência
A
CAIXA Vida e Previdência, empresa que apresenta e patrocina o espetáculo “Vital
– O Musical dos Paralamas”, é especializada em produtos de Seguro de Vida,
Seguro Dívida Zero e Previdência Privada. É uma das maiores seguradoras do
país, com R$ 150 bilhões em reservas e mais de 8 milhões de clientes que
confiam na solidez da marca CAIXA. Nascida em 2021, a empresa é fruto da
parceria celebrada pela CAIXA Seguridade com a CNP Assurances, líder do mercado
francês de Seguro de Vida. O propósito da CAIXA Vida e Previdência é garantir à
família brasileira tranquilidade no presente e segurança no futuro, com
produtos que atendem às mais variadas faixas de renda e realidades dos nossos
clientes, e que estão disponíveis em canais digitais e físicos, nas mais de 4 mil
agências CAIXA e de 22 mil Lotéricas e Correspondentes CAIXA Aqui.
Turbilhão de Ideias
A Turbilhão de Ideias foi criada por Gustavo Nunes, em 2008, e já
produziu grandes fenômenos teatrais, como ‘A história de nós 2’ e ‘Cássia
Eller, o musical’, além de produções importantes como ‘O Rei do Rock, o
musical’, ‘Simples assim’ e a mais recente biografia de Maria Bethânia nos
cinemas, ‘Maria – ninguém sabe quem sou’, entre outros. Em seus 15 anos de
história, já superou a marca de 2,5 milhões espectadores, tendo circulado com
seus espetáculos por todos os estados do Brasil.
Ficha Técnica:
Idealização - Gustavo Nunes e Marcelo Pires
Diretor Artístico - Pedro Brício
Autora - Patrícia Andrade
Colaborador de texto e pesquisa - Marcelo Pires
Diretor Musical e Arranjos - Daniel Rocha
Coreógrafa - Marcia Rubin
Elenco
Rodrigo Salva
Gabriel Manita
Franco Kuster
Nando Motta (alternante Herbert Vianna)
Barbara Ferr
Hamilton Dias
Herberth Vital
Maria Vitória Rodrigues
Pedro Balu
Músicos
Teclado I e Regência - Eveline Garcia
Teclado II - Anne Amberget
Bateria - Rafael Maia
Baixo - Raul d’Oliveira
Guitarra - Raul Colombini
Cenógrafo - André Cortez
Iluminador - Paulo Cesar Medeiros
Figurinista - Karen Brusttolin
Designer de Som - João Paulo Pereira
Visagista - Beto Carramanhos
Assistente de Diretor e Diretor Residente - Pedro Rothe
Assistente de Diretor Musical e Pianista Regente - Evelyne Garcia
Serviço:
‘VITAL
- O MUSICAL DOS PARALAMAS’
Data: 28 a 30 de março de 2025
Local: Sala Martins Pena |Teatro Nacional de Brasília
Endereço: Setor Cultural Norte, Brasília DF
Horários:
Dia 28/3, sexta-feira, às 20h
Dia 29/3, sábado, às 16h e 20h
Dia 30/3, às 19h
Classificação: 12 anos
Valores dos ingressos: de R$ 21 a R$ 125 (meia-entrada) e R$ 42 a R$ 250 (inteira). Meia-entrada permitida por lei para estudantes, idosos, pessoas com
deficiência, jovens de baixa renda e professores.
Venda de ingressos: Sympla | https://bileto.sympla.com.br/event/103796/d/306362
Capacidade do teatro: 480 lugares
Acessibilidade: haverá sessão com libras e audiodescrição.
Roda de Diálogo: 26/03, 18h, no auditório da Caixa Cultural Brasília
Inscrições gratuitas: https://www.caixacultural.gov.br/Paginas/Programacao.aspx?idEvento=2797
Produção Local |Maré Cheia
Milca Luna
Assessoria de Imprensa |Âncora Comunicação
Carla Spegiorin - [email protected]
Tel: (61) 98114-0537
==> Foto: Site de Vendas